Évora - Cultura
De todos os povos que invadiram Évora, salientamos os Romanos e os Mouros. Da colonização Romana, ficou o luxo das suas casas com saneamento básico, piscinas, mosaicos pitorescos, estradas e o ensino das artes bélicas e da disciplina. Como eram elitistas, distanciavam-se do povo, e até nem se cruzavam com as mulheres que por cá existiam. Em contrapartida, os Mouros, que na sua época foram o povo mais evoluído, trouxeram-nos as suas danças, cantares e o ensino da Filosofia, Matemática e Astrologia. Cordoba e Toledo possuíam as melhores bibliotecas do mundo. Isto transmitia uma enorme sede de saber. Confraternizavam com os povos ocupados, mas também se juntavam com as mulheres que cá viviam. A agricultura, mãe de todos os sucessos, foi imensamente desenvolvida, de tal forma que hoje ainda se regam as cultuas por alagamento e, no campo, ainda se encontram as noras e as cegonhas que serviam para obter água para os humanos, animais e também para as diversas culturas.
Em Évora existem ainda muitas raízes da cultura deixada pela presença de muitos dos Reis de Portugal assim como são inúmeros os monumentos identificativos da cultura Portuguesa em Évora e, por todos eles, a cidade é conhecida como uma Cidade Museu. Hoje, o centro Histórico é talvez uma das principais riquezas da cidade, tendo obtido a classificação pela UNESCO, em 25 de Novembro de 1986, de “Património da Humanidade”.
Passear na cidade velha é ver os monumentos, as suas ruas à moda romana, os largos e as praças com lindos jardins, fontes, pátios, ruas e becos estreitinhos, a casa Cordovil ainda com vestígios Árabes, etc.
Em Évora nasceram:
- Álvaro Pires de Évora, pintor afamado em Itália, na primeira metade do séc. XV, de tal modo que Vasari o refere na edição de 1580 de: Le vite de’ più eccelenti Pittori, Scultori e Architettori.
- Pedro de Évora, navegador Português do séc. XV.
- Regimento de Évora, guia náutico Português que se conserva na Biblioteca Publica e que foi impresso por Germão Galhardo em 1516.
É lógico que com o decorrer dos tempos tudo evoluiu e Évora não fugiu a essa realidade.
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